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Terça-feira, Outubro 26, 2004
Magic and Loss
The Concretes - The Concretes (2004) Eu simplesmente não esperava ouvir música desse tipo esse ano, é a primeira coisa que devo dizer sobre o octeto sueco The Concretes. Formado por três meninas e cinco meninos, a banda cometeu o melhor disco do ano até agora. E quando digo música inesperada, não significa necessariamente original, afinal o tipo de som é muito bem rastreável: pegue altas doses de Girl Groups de Phil Spector e Motown, guitarras melancólicas oriundas do Velvet Underground, vocais femininos preguiçosos e sexies de Hope Sandoval, e você já tem uma idéia do que a banda é capaz. Mas talvez a grande sacada da banda seja o uso de instrumentação de sopro durante todas as canções, com flautas, trumpetes e até tubas eventualmente emergindo do som esparso como ondas de pura melancolia ingênua, uma sensualidade que parece involuntária, mas claro, não é. A sensibilidade pop desses suecos é de alguma forma distorcida, pois apesar de todas as canções se basearem em acordes ganchudos, parece que os ouvimos fora de sintonia, ou do fundo do mar, tamanha a sensação de estranhamento pelos espaços vazios e distorções atípicas nas músicas. Por exemplo, You Cant Hurry Love (não confundir com o original das Supremes) é uma canção de verão, de ritmo alegre e guitarras distorcidas bem Jesus and Mary Chain, mas o andamento imprevisível e os ataques dos metais a torna algo menos palatável, mas muito mais satisfatório em sua curta duração. A fixação pelos grupos Motown se explicita na canção chamada Diana Ross, com bateria marcial e andamento sinuoso, comentando sobre a ressaca de amor que certas músicas de soul nos causam, mas claro, novamente, afundadas em guitarras que nunca apareceriam nas músicas da homenageada. Talvez a melhor música seja Chico, uma balada sobre um gato falante (??) que lê o futuro, algo que no papel parece ridículo, mas que sob a camada sonora minimalista e o vocal quase infantil de Victoria Bergsman se torna algo mágico, alienígena, e muito, muito bonito. No fim das contas, o que os Concretes trazem de novo ao rock desses anos estranhos é essa sensação de mágica que parece perdida ao meio de garage bands e renascimento oitentista, uma opção pelo subentendido, pelo que está escondido em nossas cabeças e corações, e que não precisa de cinismo para se proteger de qualquer decepção. Cotação: 5 estrelas Músicas: Try Something New/ You Can't Hurry love/ Chico/ New Friend/ Diana Ross/ Warm Night/ Foreigh Country/ Seems Fine/ Lovin Kind/ Lonely as Can Be/ This One's For You Músicas- Chave: You Can't Hurry Love/ Chico Escrito por ADOLFO COLEN às 12:01 AM Ficha Técnica:
Sábado, Outubro 23, 2004
The Offspring - Claro Hall 22/10/2004 Não conheço do Offspring mais que seus hits e várias músicas do CD Americana, que tenho e acho muito bom, mas resolví pagar 60 reais de entrada para ir neste show cuja banda, outrora, já tinha me impressionado em uma apresentação empolgante na turnê do supra-citado CD. Todas as músicas conhecidas foram tocadas. De cara eles queimaram All I Want, Gona Away, pouco depois Come out and play, para em seguida mandarem Why don't you get a job, Feelings, The Kids aren't allright que levantou o público que terminou por ovacionar os músicos... Pretty Fly terminou o set, que ainda contou com as músicas mais recentes que sequer sei o nome e outras bastante conhecidas mas que tb não me recordo o nome. Voltaram para o bis. Entoaram com pulsos cerrados os gritos de Hey Ho Let Go, para prosseguir com Have you ever e encerrar com Self Esteem. Foi um senhor show, com empolgação do início ao fim, mas como avaliação final digo que não valeu a pena, foram 60 reais e exatos 60 minutos de show. Como consumidor me sentí lesado... Escrito por GUSTAVO MACIEIRA às 9:54 AM Ficha Técnica: |
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