![]() |
||||
|
Domingo, Abril 25, 2004
Jet - Get Born ![]() Era uma manhã fria no inverno de 2004, em um quarto de hotel acardava, mas, sem nada passando na TV recorria a boa e velha programação matinal de clipes da MTV. O rock estava presente e a cada nova banda que aparecia uma nova sensação "é essa" tomava conta do recinto... não, não é a salvação do rock. Na verdade melhor seria dizer "Que banda é essa?" O clima sessentista / setentista da banda levou um ouvinte incauto a duvidar que se tratava de uma nova sensação do rock australiano, o clipe meio tosco, o visual quase Rolling Stones, o som sujo (ao contrário do que muitos poderiam imaginar, não se tratava da nova do The Vines)... tudo levava a crer que era um revival de alguma música que conhecia, mas não sabia de onde. Papel e caneta na mão... vamos investigar... A banda era "Jet", a música "Are You Gonna be my Girl". Com grande sucesso na Europa e algum sucesso nos EUA ela chega agora ao Brasil... Não. Ainda não ouví sua música em nenhuma rádio, mas a boa notícia é que o CD está pra sair, com essa e outras 12 canções interpretadas de forma muitas vezes enérgicas, outras vezes suaves, mas sempre de forma irrepreensível pelo vocalista Nic Cester, um melhores que ouví surgir ultimamente. O CD é muito bem produzido, soa um rock rasgante de garagem, mas que desce com a leveza de um Gatorade gelado após 2 horas de intenso exercício físico. São belos coros, como em "Rollover DJ", belas baladas como "Look What You've Done" ou "Move On". É um disco que, com toda certeza, estaria na minha lista de 10+ de 2003, acaso o tivesse escutado antes... Escrito por GUSTAVO MACIEIRA às 7:49 PM Ficha Técnica:
Terça-feira, Abril 20, 2004
Show
Lô Borges - Palácio das Artes (17/04/2004) Lô Borges entra no palco ao som de Feira Moderna, um clássico, como quem já vem mostrar a que veio, sem preâmbulos ou apresentações. Para muitos artistas seria temerário já queimar uma canção famosa no primeiro ato, mas à medida que o show continua, percebe-se que não é realmente uma cartada totalmente iconoclasta: é que simplesmente existem tantas canções famosas, que não há realmente motivo para guardá-las na manga. O show em casa é para comemorar o lançamento de Um Dia e Meio, o mais novo album do famoso compositor mineiro, membro do não menos famoso Clube da Esquina (que não era bar, não era na esquina, mas isso é conversa para outro texto). O disco traz um bem-vindo retorno de Lô á música mais básica, beatlenesca, sem tanto barroco nas interpretações. Talvez seja o contato mais frequente com os rapazes do Skank que o tenha inspirado a esse retorno. A terceira música do show é a que abre o album, a deliciosa Tudo em Cores Pra Você, com guitarras a la George Harrisson e levada acústica no violão. Um primor de simplicidade, que embala o público respeitoso do Palácio das Artes, mostrando que as músicas novas não serão um fardo aos saudosistas, mas sim ótimas aquisições ao repertório de Lô. E nesse ritmo seguem-se pequenos clássicos dos anos 70, como Trem Azul, Chuva na Montanha, Equatorial (precedida por uma engraçadíssima estória sobre o desempenho da música no festival da Canção). A banda, não sei se por nervosismo, ou se pela participação especial do percussionista do Uakti (que só tocaria nos shows mineiros), se perde em certos momentos, se desencontra no ritmo. Mas é tudo superado com bom humor, e real satisfação de se estar se apresentando, representado pelo divertido baixista, que se empolga com certas canções, as cantando enquanto dança com o instrumento. Mais canções do novo disco se seguem, demonstrando a delicadeza e simplicidade de arranjos e letras, me transportando muitas vezes em febre nostálgica a momentos de minha infância, a estradas de fazenda e mistérios tipicamente mineiros. parecia que já havia ouvido aquilo antes (e provavelmente em algum ponto já ouvi). O ponto alto do show em minha opinião foi uma versão densa, perfeita de Trem de Doido, com sua letra surreal e lírica embalada pelas famosas palhetadas jazzísticas dos primeiros trabalhos do pessoal do Clube. É até meio perverso, colocar em uma melodia limpa sobre a idéia de ratos soltos na casa. A partir daí ele ganha o público com versões de Para Lennon e McCartney, Clube da Esquina No 2, e no bis, Um Girassol da Cor de Seu Cabelo. Fecha com a balada Tão Bom, talvez um dos trabalhos mais delicados do novo album, e se despede mineiramente, com um tchau e uma benção. É emocionante ver ídolos seus, pessoas cujas canções cresceram com você, ainda terem lenha pra queimar. Grande show, grande album, grande retorno, Lô. Sentimos falta de você. Escrito por ADOLFO COLEN às 11:37 PM Ficha Técnica:
Sexta-feira, Abril 09, 2004
Nada Surf - Live In Brussels Após conseguir o respeito da crítica com o ótimo CD "Let Go", abandonando a imagem de banda teen conquistada com o "quase hit" Popular ou a de mera cópia do Weezer ela fez por merecer uma vaga na elite do NERD Rock americano e caiu na estrada. Curiosamente, essa banda Nova Iorquina não é lá muito conhecida nos EUA, quer dizer, não tanto quanto já foi um dia, quando seus clipes passavam a exaustão na MTV e suas músicas tocavam assiduamente nas Rádios de College Rock. Faz tempo, quase 10 anos, numa época em que o Rock não era mais mainstream, o que paradoxalmente dava a oportunidade para que mais bandas surgissem. Nos dias atuais seu público mais fiel, a base de sua "popularidade" encontra-se na Europa, com grande sucesso em países de língua Francesa, sendo capaz inclusive de furar a já não tão protecionista rede cultural francesa. Após exaustiva turnê de divulgação entre os anos de 2002 e 2003 surge, pra variar, um CD ao vivo. Live In Brussels não é aquele tipo de CD ao vivo que estamos acostumados aqui no Brasil, não ouvímos a participação do público, exceto ao final das músicas, não há muito diálogo entre a banda e a platéia, alguns agradecimentos em francês, umas palavras em Inglês e nada mais. Não há arranjos inovadores, o que eles tocam ao vivo é o que está nos CDs, o que é um tanto decepcionante. Esse é um CD ao vivo que definitivamente não precisava ser lançado, não acrescenta nada ao curriculo da banda e muito menos terá uma vendagem boa. Destacam-se nesse disco essencialmente as músicas do Let Go, lamentavelmente Paper Boats foi deixada de fora, mas Inside of Love e The Way you Wear Your Head estão lá, junto com antigos "hits" como Amateur, Steal Mate, Popular e Ice Box. Provavelmente, a melhor forma de se escutar este lançamento é considerá-lo como uma coletânea, lamentando a ausência dessa ou daquela música, é claro, mas sabendo que, como compilação, até que é um bom trabalho. O CD está disponível no mercado europeu, não tendo sido lançado ainda nos EUA e provavelmente não o será no Brasil, mas não lamentem por isso, gastem suas lamentações com a indisponibilidade de Let Go ou com o provável "boicote" ao próximo disco de inéditas que deverá sair em 2005, onde poderemos ver se a banda é realmente relevante ou teve apenas um lapso de criatividade... Escrito por GUSTAVO MACIEIRA às 12:07 AM Ficha Técnica: |
||||
|
|
||||
| IE, 1024x768 ou nada? - Reconstrução |
layout:omutante |
|||