Adolfo Colen
Pedro Esteban
Gustavo Macieira
Tungo, O Dungo
Segunda-feira, Março 07, 2005

Nando Reis - 06/03/2005, Metropolitan/ ATL/ Claro Hall

Era uma noite quente. No Maracanã Flamengo x Botafogo faziam o único jogo do campeonato estadual do Rio que valeria a pena ser assistido e, do outro lado da cidade, na Barra, estava em uma fila de 1 hora para conseguir ingressos para os shows do Nando Reis e do Engenheiros do Hawaii.

Me deixa estupefato a constatação de que o povo não distingue um bom show de rock de um show de música pesada. Sim, por incrível que possa parecer essa é a descrição mais elogiosa que posso fazer e que farei ao show do Nando Reis.

É bem frustrante vc ir para um show cujo repertório é bem legal, cujas músicas vc gosta, mas vê-las destruídas pela interpretação de seu próprio criador. Cada música resumia-se a um esmurrar de violão por parte do Nando Reis, uma gritação de guitarras distorcidas e monocórdicas ensurdecera, uma bateria que estava perdida no meio de toda aquela barulheira e o excesso de (desculpem-me a repetição) gritos quase histéricos do Nando Reis.

Não sei se o problema foi da produção ou se a tal banda Infernais é ruim mesmo, mas o fato é que já estive em shows de Heavy Metal; Iron, Halloween, etc. até de Trash Metal, como Sepultura e posso garantir que o som desses shows é muito menos incomodamente pesado do que o que ouví ontem. A única coisa pior que testemunhei nesses últimos tempos foi o show da banda Trash Arkham.

Nando Reis perdeu muitos pontos no meu conceito. Se estivesse escrevendo para o "O Globo" o bonequinho provavelmente já estaria dentro do carro depois da 3ª música, mas continuei lá e assistí o show do Engenheiros que, não obstante a implicância de muitos com o Humberto Gessinger, fez um bom show.

Escrito por GUSTAVO MACIEIRA às 11:18 PM

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