Adolfo Colen
Pedro Esteban
Gustavo Macieira
Tungo, O Dungo
Quinta-feira, Setembro 22, 2005

Los Hermanos 11-09-05

A noite era de festa. Ocorria no Metropolitan/ ATL Hall/ Claro Hall o lançamento do CD IV em terras cariocas e a casa estava lotada de adolescentes imberbes e meninas que mal haviam tido sua primeira menstruação. Era o cenário ideal para os Hermanos atacarem com o hit adolescente Anna Júlia, mas eles não primam pelas convenções.

Sobre o show só a dizer que refletiu exatamente o que o CD novo é, foi insosso. As músicas novas, com raras exceções não funcionam, falta pegada, falta sobretudo sentimento. É um apanhado de palavras tristes cantadas sem propósito por alguém, que víamos, não sentia a música. Camelo e Amarante pareciam tão emocionados e tocados com aquelas letras melancólicas quanto Mengele ao abrir a válvula do gás. Caíram no lugar comum de cantar tristezas somente para aparentarem pessoas sensíveis e isso tornou o show (e o CD) completamente vazio.

Aliado a está falta de cumplicidade com o clima das canções há um retorno ao estilo minimalista do primeiro CD, mas sem sua pegada. Los Hermanos chegam ao 4° CD cansados e pouco inspirados. O Claro Hall com seu péssimo sistema de som (mais uma vez, pois já havia ocorrido no show do nando Reis -vide resenha anterior-) pareceu ser o palco perfeito para esse show, pois todos os problemas disfarçaram a desafinação de Camelo que torna-se gritante em músicas lentas e sussurradas.

Essa deve ser a 5ª resenha que escrevo sobre show do Los Hermanos e é a primeira negativa. Sou fã da banda e fui a shows de todos os CDs, antes de lançarem o 1° já tinha ido a um show. Minha análise é comparativa e o show dessa turnê me pareceu um tanto frio. Espero que tal como Meladroit (o quarto do Weezer e que pra ser sincero eu gosto) esse CD IV tb venha a ser preterido dos shows da banda (e logo).

Escrito por GUSTAVO MACIEIRA às 7:24 PM

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